quarta-feira, novembro 26, 2008

Comunidades Portuguesas


O desprezo continua.!!

Mais um periodo de debate sobre o Orçamento do Estado, e mais uma vez nota-se que continua a política de desprezo pelas Comunidades Portuguesas.
Muitas vezes , escuta-se o sentimento de tristeza , no seio das Comunidades Portugueses, ao serem considerados de Portugueses de segunda classe, mas parece-me que cada vez este patamar desprestigiante vai subindo, e de dar razão a essas afirmações.

Cada ano que passa , vão havendo menos recursos financeiros para apoio às Comunidades Portuguesas, nos mais variados sectores.
Desde o desaparecimento de uma verba destinada ao CCP, até ao fraco investimento no Ensino da Língua e Cultura Portuguesa, passando por falta de verbas suficientes ao Apoio Consular, em tudo temos assitido aos cortes anuais.

Isto dentro de anos vai ser fácil, não existindo interesse da parte das Comunidades Portuguesas, em manterem-se Portugueses falantes, ou de resolverem seus assuntos nos consulados, por eventual abandono da nacionalidade, fará sentido este tipo de política economicista de sucessivos (des)Governos de Portugal.

Também as Comunidades Portuguesas, sentem na pele aquele velho ditado Português:
“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” .
Depois vêm os políticos cada ano que passa, dizendo que estão muito preocupados com os assuntos das comunidades, que fazem maiores investimentos, que a Portugalidade é muito importante......

“Tretas”....e “lágrimas de crocodilo”!!!!

sábado, novembro 01, 2008

Conselho das Comunidades – Mais uma impugnação !?

Onze anos após a impugnação da eleição do CP, eis que novamente a polémica volta ao CCP. Enquanto que em 1997, a impugnação acentava numa base de exclusão grosseira de grande parte de membros do òrgão para poderem ser candidatos para o CP. Desta vez os argumentos são pouco fracos e têm algumas bases, que decerto vai deitar tudo a perder aos impugnadores.

Devo recordar que o Tribunal Administrativo de Lisboa, deu-nos razão e o processo eleitoral para o CP teve que ser repetido, infelizmente que a resolução final demorou 3 longos anos.

Pelo que tive conhecimento, os argumentos apresentados agora, de inclusão de membro que não foi eleito por sufrágio, ou de que outro membro era membro suplente, a falta de regulamento de funcionamento, ou ainda o número de votantes, têm muito pouca força. 

Veja-se: 

A lei 66-A / 2007 é clara no seu artigo 12⁰, sobre a questão de ausência de listas para a eleição e a forma de repor essa lacuna, afim de ter um membro de pleno direito, tal como se fosse eleito por sufrágio.

A lei é clara no seu artigo 24⁰, sobre a questão de renuncia e a forma da substuição do membro pelo seu suplente.

A lei é clara no artigo 3⁰, sobre a composição do CCP, e defenindo consequentemente, quem pode ou não participar nas votações e nos órgãos.

No que tive conhecimento existem também, resoluções unânimes do Plenário em termos de regulamento de funcionamento e sobre matérias jurídicas que pareciam menos claras.
Estas resolucões fazem parte da acta da Reunião Plenária, que certamente o Tribunal Administrativo vai solicitar e a qual terá de ser cedida para esclarecimento dos factos.
Que não se faça como em 1997, nem o SECP (então era José Lello), nem os membros do CP queriam facultar a acta ao Tribunal, afim de arrastarem o processo.

Na minha aprecição jurídica os argumentos apresentados, são fracos , no entanto têm alguns pontinhos a seu favor se for considerado o "mau trabalho de casa" do Governo e neste caso concreto a Secretaria de Estado das Comunidades, onde o que consta publicado no site do MNE, sobre os membros eleitos para o CCP, estar completamente desactualizado, na informação na composição total do CCP.

Mas existe uma pergunta que me deixa intrigado:
Caso a lista A fosse a vencedora, será que estes argumentos apresentados, seriam da mesma forma apreciados, da forma que apreciaram como derrotados?

Afinal decerto nada disto era significante!!

segunda-feira, outubro 06, 2008

O PLENÁRIO DO CCP - OUTUBRO DE 2008

Dentro de alguns dias, vai reunir em Lisboa o plenário ordinário do CCP, nesta nova era. Certamente muitos estarão ambiciosos deste momento iniciar, tal como eu estavava há onze anos atraz . Em 1997 existia uma nova era do Conselho das Comunidades Portuguesas, que dava muitas ambições no trabalho que estávamos a iniciar. Neste momento existe uma nova lei e como tal uma nova maneira de funcionamento.
A minha maneira de estar neste òrgão das comunidades portuguesas, durante todo este tempo, foi sempre de dar o melhor do meu tempo livre. Neste periodo tive a honra de presidir o Conselho Regional da Europa e também ser o Presidente da Mesa do Plenário em 2003. Mais do que uma honra é algo de muito nobre, que jamais apago da minha experiência nas comunidades portuguesas e que deu-me muita experiência na vida social.

O Conselho das Comunidades Portuguesas, é uma excelente escola de valores politico-sociais dentro das questões que envolvem as comunidades portuguesas no mundo. Foram importantes também as questões que tratámos nestes anos e foram muito importantes os aspectos que os colegas trouxeram às reuniões e aos plenários. Com eles houve um trabalho aberto e no sentido de servir as comunidades que representámos neste òrgão.

Particularmente na Holanda, não houve qualquer eleição para o novo representante no CCP, no entanto foi muito bem entregue a nomeação da Teresa Heimans. Pessoa que conhece os temas da comunidade portuguesa na Holanda, apesar das suas privacidades de saúde, certamente estará à altura de fazer a representatividade da comunidade portuguesa na Holanda , da melhor forma e dentro de uma dedicacão que conheco muito bem. Particularmente tenho trabalhado com ela há muitos anos nos temas da Comunidade Portuguesa na Holanda.

Felizmente ela irá encontar alguns dos meus ex-colegas, que continuam a dedicar á causa das comunidades portuguesas muito do seu melhor. Pessoas com uma capacidade extraordinária, que continuarão a fazer do CCP o òrgão representativo das comunidades portuguesas. Espero que entre todos façam um bom trabalho em prol das comunidades portuguesas.

“Se os homens fossem severos para consigo próprios
e generosos para com os outros,
nunca dariam azo a ressentimentos”.